Na tela: Samba (2014)

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Sábado (08) eu e o Rafa assistimos Samba, dos diretores Olivier Nakache e Eric Toledano, os mesmos de Intocáveis (um dos meus filmes preferidos).

O filme é baseado no romance de Delphine Coulin ‘Samba pour la France’ – lançado no Brasil pela editora Paralela, da Companhia das Letras – e conta uma parte da história de Samba (Omar Sy), um imigrante do Senegal, que vive ilegalmente há 10 anos na França se mantendo às custas de subempregos, e Alice (Charlotte Gainsbourg), uma experiente executiva que sofre com o estresse da rotina pesada de trabalho. Enquanto ele tenta sua autorização para trabalhar, ela luta para colocar a saúde e a vida pessoal no eixo e, de licença para se tratar, trabalha como voluntária em uma ONG que ajuda refugiados e é aí que as duas histórias se cruzam.

Foto: Divulgação

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Abordando assuntos de cunho social envoltos em romance e drama, Samba mostra de uma forma real, porém mais leve, como é a situação de um imigrante tentando se encaixar na cultura de um país que não é o seu, precisando se alinhar ao socialmente aceitável para passar desapercebido, temendo até mesmo não reconhecer a si próprio. Algo que pode acontecer, e acontece, todos os dias dentro de uma sociedade onde o que destoa nem sempre é bem recebido e aceito. E em meio a esse impasse o filme começa a pender para a comédia romântica, com diálogos irônicos, situações bem humoradas e cotidianas, muitas vezes se distanciando sutilmente do tema central.

No decorrer da história algumas referências brasileiras começam a surgir, como músicas de Gilberto Gil e Jorge Ben Jor compondo uma trilha sonora incrível e um personagem abrasileirado, o coadjuvante Wilson (Tahar Rahim), imigrante que se passa por brasileiro por acreditar que assim ‘se dará melhor’. O que, com boas sacadas e um lado cômico, além de nos render boas risadas, nos coloca para pensar sobre a imagem do brasileiro lá fora.

Foto: Divulgação

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E por falar em coadjuvante… Que elenco! É quase impossível assistir a Samba sem se admirar com mais uma atuação incrível de Omar Sy, que consegue atribuir ao personagem características tão únicas e marcantes, um olhar surpreendentemente calmo e esperançoso e uma certa ingenuidade mesmo depois de passar tantos perrengues. E claro, depois de Ninfomaníaca, é um alívio ver Charlotte Gainsbourg em uma personagem que, mesmo com seus problemas, consegue se divertir, ser espontânea e divertidamente desajeitada.

Samba pode ser uma boa surpresa a quem espera algo muito clichê sobre os temas abordados.

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