Na estrada: Monte Alegre do Sul – Parte dois

Dormi com 24 anos no nosso primeiro dia no camping Cachoeira do Sol, e ops! acordei com 25! Isso mesmo, 6/9, nosso segundo dia de viagem e meu aniversário.

Preciso confessar que acordar com o barulho da cachoeira, mesclado ao do Rafa tentando se comunicar com um bode do vizinho que invadira o terreno do Sr. Auro, foi divertido. Deu uma sensação menos ‘comum’ de acordar em casa, sozinha, no silêncio. Por algum motivo, estar em meio à natureza, apenas com o essencial, me fez sentir mais conectada com tudo.

O nível de água da cachoeira está extremamente baixo “/

Tomamos café e fomos nos aventurar nas trilhas que levavam às quedas mais altas da cachoeira. E olha, pra quem não tem o condicionamento físico muito legal, é dureza! É subida, caminho irregular, pedra. E foi numa dessas que eu pisei em falso e caí de joelho, ganhando meu primeiro roxo de aventura. Mas alguém, vulgo Rafael, tinha planos ainda mais emocionantes para este dia. Depois de conhecer as outras quedas, partimos na estrada em direção ao casarão dos Radicais da Natureza para fazer *arvorismo. O lugar é muito bonito e tem uma senhora cachoeira dentro (também!). O atendimento lá é padrão casa de vó, eles te deixam à vontade até para mudar o canal da TV da recepção. Nos sentimos acolhidos e exploramos um pouco o terreno para conhecer. Confesso que achei que não conseguiria passar da primeira fase do circuito, mas me surpreendi comigo mesma e vou contar essa experiência no próximo post! Aguenta ai.

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Depois de alguns perrengues, arranhões, muito suor e circuito finalizado, conhecemos a Mari que trabalha lá e nos ofereceu gentilmente uma carona de volta, nos poupando uma bela caminhada. No percurso nos contou que saiu de São Paulo e foi viver lá em Monte Alegre do Sul em busca de uma vida mais tranquila, e pelo carinho com que falava, entendemos que foi uma troca muito feliz! Ela nos deixou no bairro do Falcão, onde neste fim de semana estava acontecendo a 22° Festa do Morango, festa essa que nos salvou no quesito comida.

Próximo ao camping não havia restaurante aberto nos dias em que estávamos lá, então almoçamos lá na festa mesmo, em quiosques. Fomos vegetarianos felizes em todas as refeições, adaptando os pratos ao nosso gosto. No primeiro dia o Rafa comeu arroz, tutu de feijão, farofa de couve, brócolis, berinjela, batata com alecrim, tomate e alface, eu comi a mesma coisa dispensando a berinjela, e para acompanhar tomamos suco de laranja, natural. Na sobremesa fomos de pavê de chocolate e bolo de chocolate meio amargo, tudo com morango. Por que, né? Festa do morango.
No segundo dia, pós aventura, nos permitimos almoçar gordices e a refeição foi batata frita e pastel de queijo, tudo sem morango. Mas a sobremesa não escapou, outro pavê de chocolate com, adivinha? Sim, morango.

Saímos de lá empanturrados e voltamos para o camping17 rolando e com o corpo cansado de tanta novidade, e, depois de um bom banho e um pouco de descanso, demos uma volta no terreno do Sr. Auro, espiamos as galinhas, patos, gansos e perus, tiramos algumas fotos e voltamos para a barraca para terminar o dia conversando com os nossos ‘vizinhos’, Gelmi e Josy, enquanto bebíamos e comíamos. Eles um churrasco, e nós um queijo assado preparado por eles ❤

* O vocábulo ARVORISMO é formado a partir da palavra portuguesa árvore;  já ARBORISMO é formado a partir da origem latina arbore.  Ambas estão corretas e designam a mesma atividade.

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