Na tela: Tão perto, Tão longe (2015)

A Matilha Cultural homenageou, nos dias 16 e 17 de outubro, o diretor e roteirista André Bushatsky, exibindo quatro de seus filmes: o curta-metragem “Roid” (2014), o longa-metragem “A História do Homem Henry Sobel” (2014), os documentários “Tão Perto, Tão Longe” (2015) e “O Método Holandês” (2014), todos com entrada gratuita.

Eu e o Rafael tínhamos nos programado para ir, mas não conseguimos. No entanto, ao ver os trailers notamos que o documentário Tão perto, Tão longe estava disponível na íntegra no Youtube, e combinamos de assistir no domingo, em casa mesmo. (Como somos muito legais deixamos o vídeo completo aqui no post, ta?)

Filmagem acontecendo na casa de uma das famílias, com o Sr. Manoel

Filmagem acontecendo na casa de uma das famílias, com o Sr. Manoel

Tão perto, Tão longe, lançado em junho deste ano, narra a história de quatro famílias com um ponto em comum: filhos que desenvolveram algum tipo de doença. Ele é inteiramente gravado na casa de cada um, onde os pais relatam como descobriram a doença de seus filhos e como a vida mudou a partir daí. O contato direto com os reais personagens torna cada relato ainda mais envolvente e traz a quem assiste uma considerável dimensão do papel de cuidador e educador que os pais tem na vida dos filhos, sejam deficientes ou não, e a superação que enfrentam todos os dias para cumprir este papel.

O documentário nasceu de um convite da Associação Saúde Criança  organização social que trabalha para reestruturar as famílias de crianças em risco social, provenientes de unidades públicas de saúde, e promover o seu autossustento – ao diretor, a fim de retratar as dificuldades passadas por estas e tantas outras famílias, relatando, com suas próprias palavras e em seu ambiente diário, suas histórias de superação e luta.

Pra nós, ficou uma enorme lição de vida e admiração por cada uma delas. Acho incrível a capacidade que temos de tirar forças de onde nem imaginamos ter quando as coisas apertam e precisamos lutar. Ver pais dedicando suas vidas inteiramente para cuidar dos filhos, 24h por dia, largando seus empregos para viver uma rotina desconhecida, a qual nosso psicológico quase nunca está previamente preparado, e vencendo uma batalha, por vez me traz a certeza de que sim, as coisas na vida podem se tornar muito difíceis por vários motivos, mas que com amor, compreensão e força de vontade, tudo é possível. E não importa a classe social, a cor, opção sexual e nem a crença, a família de verdade nunca deixa de ser família nem desampara, ela cuida, ensina, protege e faz tudo o que for necessário para o bem estar e melhor desenvolvimento de todos que a constituem.

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