No Teatro 3/12 – Na selva das cidades – Em obras 

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Firmes e fortes na nossa meta, embarcamos agora em nossa terceira experiência no teatro: a sétima montagem teatral da Mundana Companhia, o espetáculo ‘Na Selva das Cidades – em Obras’, em cartas no Sesc PompeiaEm sua terceira ocupação, a montagem nos criou uma imensa expectativa por suas diversas peculiaridades. Primeiro pelo fato de não ter a estrutura de um teatro tradicional – sem cadeiras ou plateia fixa, por exemplo -, segundo por oferecer interação digital através do celular… e por aí vai!

Inspirada na obra do alemão Bertolt Brecht, a peça foi idealizada e produzida por Aury Porto – que também atua em um dos papéis principais – e dirigida por Cibele Forjaz, e narra uma luta ambiciosa entre dois cavalheiros, um poderoso comerciante de madeiras e um balconista pobre, que acaba envolvendo tudo e todos ao seu redor. A montagem possui conteúdo mutável e singular em constante processo de revisão, isso porque se relaciona com os acontecimentos atuais da cidade de São Paulo no decorrer de seus onze quadros, ressignificando assim o texto original, mas usando como referência a encenação realizada em 1969, pelo Teatro Oficina. Com isso, faz uma clara relação de passado e presente, que mostra o quão atemporal atitudes e situações sociais podem ser.

Foto: Divulgação/Renato Mangolin

Foto: Divulgação/Renato Mangolin

Com o apelo estrutural e montagem bem diferentes do teatro tradicional, a peça conta com incríveis interferências sonoras e visuais. O público se acomoda no espaço de apresentação, onde os atores transitam do começo ao fim e vez ou outra são inseridos  em algumas cenas, discretamente. A interação por meio do celular se dá no acesso – restrito ao momento da encenação – para receber um conteúdo desenvolvido especialmente para a ocasião. Nós particularmente não utilizamos, mas ainda assim é uma ideia super diferente e bacana. As cenas em sua maioria são intensas e vez ou outra é possível se perder na história, mas nada que poucos minutos não façam você recupera-la. Algumas são um pouco mais pesadas, onde as personagens femininas são objetificadas e expostas, e outras chegam a beirar o cômico!

Com duração de 3 horas, posso seguramente afirmar que é imperceptível que estamos tanto tempo ali, tamanha movimentação e envolvimento. Os atores impressionam bastante com sua noção de espaço e aproveitamento das estruturas montadas que lhes servem de palco.  Preciso, ainda, dar destaque para a direção musical de Guilherme Calzavara, que também atua na peça se dividindo entre personagem e suas tantas habilidades com diversos tipos de instrumentos e efeitos sonoros, que fazem toda diferença! Sem dúvida foi uma experiência singular e muito válida. Nós recomendamos muito! 


Peça: Na selva das cidades – Em obras
Valor: de 12 a 40 reais
Quando: Sexta, sábado e domingo, até 15 de maio.
Local: Sesc Pompeia
Endereço: Rua Clélia, 93 – Barra Funda– São Paulo – SP
Capacidade: 80 lugares

 

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