No Teatro 4/12 – Hysterica Passio

Nossa saga de ir doze vezes ao teatro neste ano continua! E gente, preciso contar pra vocês: nessas poucas experiências, assistir peças já está se tornando parte dos nossos passeios. Quando vamos olhar o guia cultural da semana, a gente não pula mais a seção de teatro! hahaha

Hysterica

No dia 24 de abril nós fomos ao Centro Cultural de São Paulo – CCSP ver a peça Hysterica Passio, que integrou o Circuito Municipal de Cultura, fazendo 10 apresentações. Elaborada pelo Teatro Kaus Cia Experimental, com texto original da dramaturga catalã Angelica Liddel, conta a história de Hipólito, um menino de 12 anos que decide se vingar de todo mal que seus pais, a enfermeira Thora e o pálido dentista Senderovich, o fizeram durante a infância.

Por essa sinopse, parecia uma peça muito mais leve do que de fato é. Hipólito (interpretado por Alessandro Hernadez) mantém sua mãe (Amália Pereira) trancafiada em uma cela de 1,5m² e de fato, tortura-a psicologicamente, chegando a ponto de perder a sanidade em alguns momentos. O cenário é único, apenas os atores trocam ali mesmo de figurino, mas nada que interfira diretamente. A peça ainda contém cenas de nudez e de interpretações sexuais. O texto é corrido. Durante todos os 80 minutos de peça não há sequer uma única pausa para respirar. O conjunto da obra torna o clima denso e faz com que você fique em choque. E sim, você tem que prestar muita atenção, pois qualquer coisa que você perder vai fazer diferença na compreensão da cena seguinte. No geral a peça é muito boa, mas é necessário estar preparado para absorver todo conteúdo despejado junto aos choques. A autora da peça disse que “não existe um teatro violento. Mas a violência real”, e essa frase com certeza faz toda diferença ao encarar a interpretação.

Ta vendo aquela parte de vidro ali em cima? Foi dali que acharam que seria legal assistir...Erraram!

Ta vendo aquela parte de vidro ali em cima? Foi dali que acharam que seria legal assistir…Erraram!

Mas assim como falei das coisas boas – se você estiver preparado,claro – preciso falar das coisas ruins. Eu e a Bárbara adoramos o CCSP, mas dessa vezes eles deram uma bola fora. Explico: o teatro foi montado na Sala Adonirar Barbosa, que na verdade é um palco 360°, e apenas um dos lados foi usado, limitando muito o número de lugares na sala. Mas eles acharam que seria uma boa ideia colocarem pessoas na parte de cima, que é aberta! Na foto acima da pra entender bem o que eu quero dizer. E isso, pessoal, fez eu perder toda a vontade de ver a peça, pois ficamos expostos ao barulho externo (onde pessoas dançam, conversam, etc). Pra vocês terem ideia, mais de 10 pessoas deixaram o local antes do término da peça. Errou feio, errou rude. Mas fica o aprendizado, pra gente e pros organizadores.

^0DD2F7A012009E1254632484B6ACB46D2D74B63E9082860262^pimgpsh_fullsize_distr

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s