Nenhum CNPJ vale um AVC

NenhumCnpj

O título desse post martelou na última semana em minha cabeça. Estava rolando no facebook uma imagem de um estêncil com essa frase. E com certeza, eu concordo.

No fim de 2015 eu fiz um post contando pra vocês que estava prestes a começar a trabalhar numa agência de publicidade. No começo foi bem legal, muita novidade, mundo novo e tals. Não vou mentir: trabalhar nessa área foi o ambiente mais descontraído que eu trabalhei. Mas infelizmente, isso não é tudo.
Quando eu dizia aos quatro ventos que nunca trabalharia com propaganda, era por um único motivo: vender. Querendo ou não, por mais incrível que seja as coisas que você produz em um agência, o intuito é vender, seja o produto em si ou a imagem. E por mais que o mundo diga que é normal, pra mim não é, eu não consigo me sentir bem vendendo algo que eu não concordo ou consumiria, ao menos. Outro ponto negativo foi a distância. Era bem longe de casa. O mais longe que eu já trabalhei, aliás. E com isso eu nunca consegui chegar no horário na faculdade, o que era prioridade. Posso citar também a responsabilidade. Me sentia pressionado pela responsa que caiu na minha mão mesmo sendo estagiário. Não que eu acredite que o cargo te torna menor que alguém, mas pelo falo de existir uma hierarquia e salários equivalentes. E chega um ponto que você perde a vontade, não vê mais sentido e valor no que faz, e essa com certeza é a hora de dar um passo atrás e entender que isso não é pra você. Só que eu percebi tarde demais. Eu já estava entrando em depressão. Parei de andar de bike, de sair, de rir, de tudo. Comecei dormir mal e acordar todos os dias como se tivesse sido derrotado em algo que nem sabia o que. Tive algo muito próximo de um surto depressivo e acabei me demitindo.

Apesar de tudo, fico feliz de me permitir arriscar, de sentir na pele pra saber se era isso mesmo ou não que eu queria (ou não), de errar e poder reconhecer. Só que chegou a hora de rever conceitos, metas, carreira. E como disse o Emicida na intro de um de seus álbuns, “Quando os caminhos se confundem, é necessário voltar ao começo”. E é isso que estou fazendo. Um balanço da minha vida profissional e vendo o que tirei de bom e de ruim de cada lugar, os valores e ideais que levo comigo. E bola pra frente, a vida segue. E o que eu posso deixar de mensagem é: faça o que você gosta, o que te faz bem. Não escute que “você tem que fazer tal coisa pra ser alguém na vida” ou “trabalhar na empresa X”. Busque a realização e satisfação pessoal, pois só você sabe onde o calo aperta.

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4 comentários sobre “Nenhum CNPJ vale um AVC

  1. Pingback: Não podemos parar | Odeio Sagu

  2. Rafa é muito complicado nos vermos em um emprego que não gostamos.
    Eu já vivi disso e sei como é dificil quando as coisas fogem do nosso controle..
    Espero que você se encontre e que encontre algo que te faça feliz!

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