Na Tela: Que Horas Ela Volta? (2015)

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Mais uma vez fomos ao Centro Cultural de São Paulo, o amado CCSP, para ver um filminho, e adivinhem qual estava passando? Que Horas Ela Volta?, longa metragem nacional que esteve nos cinemas em 2015 e conta a história de Val, empregada doméstica de uma família de classe média-alta de São Paulo interpretada por Regina Casé. Val é pernambucana e como muitas famílias nordestinas, veio para São Paulo em busca de uma “vida melhor”. Só que ao contrário dessas muitas, deixou para trás uma filha.

Mais de 10 anos se passaram e Jéssica, filha de Val, avisa a mãe que está vindo prestar vestibular para a USP, e vai passar um tempinho com ela. Val se vê perdida, sem saber o que fazer, mas não pode recusar a filha, então, sem muita escolha, fala para ela vir. Só que o que Jéssica só descobre quando chega em SP, é que a mãe mora na casa dos patrões. E uma relação que já não é amorosa dado o abandonado, começa a ser de revolta de ver a posição que a mãe toma em frente aos patrões. Jéssica de fato vem para revolucionar as relações profissionais e pessoais da casa.

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O filme conta com toques de humor apesar da seriedade do assunto, mas mais importante que o entretenimento deve ser a associação com a realidade. Que Horas Ela Volta? é o reflexo da sociedade paulistana. De um lado os riscos, que acreditam que a frase “é quase da família” é realista. Não é. Quase da família não tem quartinho nos fundos, não leva água pra alguém que pode levantar e ir buscar. Não almoça com os empregados, nem dedica 100% do seu tempo a limpar e servir. Do outro lado, o pobre, o nordestino, o preto, o periférico. São nossos pais, mães, avós, tios, que tiveram que passar por poucas e boas para conseguir que a gente tivesse um teto para morar e comida no prato.

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2 comentários sobre “Na Tela: Que Horas Ela Volta? (2015)

  1. Não assisti, mas vou ter que dar uma olhada para ver se encontro… parece super interessante mesmo! Me questiono a respeito desses assuntos pois também vivi na pele a questão de ter patrões abusivos e não receber o devido respeito. Nem sempre muitas opiniões sobre o fato de trabalhar na casa de uma família são verídicas, mas muitas vezes o que acontece é bem o contrário do estipulado. Só vivendo na pele mesmo para saber…
    Obrigada pela dica! Boa semana!

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