Na Tela: Ela vai (2014)

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Na terça-feira (5) eu e o Rafa aproveitamos a programação do projeto Em Cartaz, do Centro Cultural São Paulo (CCSP) – que reexibi filmes que ficaram pouco tempo em cartaz no circuito paulista na época de seu lançamento – para assistir Ela vai, produção francesa que mostra um pouco a relação de diferentes gerações de mães e filhas de uma mesma família, junto a conflitos pessoais relacionados a idade, beleza e relacionamentos. Todo o drama gira em torno de Bettie (Catherine Deneuve), uma mulher madura que perdeu o marido cedo, mora com a mãe, tem uma relação complicada com a filha e um restaurante à beira da falência.

Como se não bastasse toda essa bagunça em sua vida, Bettie sofre uma desilusão amorosa que desencadeia uma crise que vai mudar sua vida. Sabe aqueles segundos de coragem que a gente tem pra fazer exatamente o que temos vontade sem pensar nas consequências? Então, é exatamente o que ela faz. Num momento de desespero e coragem, larga tudo – restaurante, casa, mãe e funcionários – e pega a estrada para se acalmar. O que ela não imaginava era que essa saída duraria muito mais que algumas horas, que a faria se aproximar do neto (que é um fofo), viver experiências novas e estimulantes e principalmente a aproximar de si mesma, se permitindo viver.

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 No meio de todas essas novas descobertas, é possível observar uma forte relação de beleza x tempo. Já que a personagem, ainda muito bonita com a idade atual, é levada a recordar sua beleza quando jovem, e pensar sobre o efeito do tempo e da vida. O que também faz uma relação fora do filme, visto que Catherine Deneuve, atriz que interpreta Bettie, era considerada um modelo de beleza e exuberância em sua juventude. Mas principalmente, é importante ver que ela é levada a acreditar que isso nada a impede de viver, de encontrar um novo amor, de aproveitar a vida, e é exatamente o que acontece, de forma inesperada e até curiosa, mas estimulante. Não à toa, um dos principais ‘slogans’ do filme tem a intenção de mostrar que não importa se o tempo passou, se a beleza se foi, se seus planos não saíram exatamente como você planejou, o que importa é que se você acreditar e se permitir viver ‘A vida continua’…

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