Na Tela: Deuses (2014)

(Foto: divulgação)

(Foto: divulgação)

Pela primeira vez na história desse casal fofo, conseguimos assistir a mais de um filme da mesma mostra. Como a Ba já contou pra vocês, fomos ao Sesc Pinheiros assistir A Moça do Armário, longa-metragem que fazia parte do 6º Festival de Cinema Polonês. E foi nesse mesmo festival que conseguimos assistir ao filme Deuses (Bogowie), do diretor Lukasz Palkowski, que também fez parte da 39ª Mostra de Internacional de Cinema de São Paulo, e conta a história do cirurgião polonês Zbigniew Religa, responsável pelo primeiro transplante de coração do país.

A história se passa nos anos 80 e é ambientada quase que em sua totalidade em hospitais. Religa é um excelente médico, mas arrisca tudo o que estiver ao alcance para salvar seus pacientes, o que não agrada os diretores e conselheiros do hospital, que a cada novo caso vão limitando os passos do médico para que ele se afaste da ideia de fazer transplantes de coração. Em meio a diversas discussões e esclarecimentos, recebe uma proposta de abrir seu próprio centro cirúrgico onde terá toda liberdade para seguir com seus estudos, e claro, aceita o convite.

Considerada pela National Geographic uma das 100 maiores fotos da história (foto: James L. Stanfield)

Considerada pela National Geographic uma das 100 maiores fotos da história (foto: James L. Stanfield)

A partir daí, a história continua mostrando a vontade, a luta, o medo de falhar, os problemas políticos, e até mesmo o drama do médico em tentar atingir seus objetivos. Esse lado do sofrimento dele fica bem evidente, até demais. Poderiam cortar 20 minutos de filme que ainda sim, passariam a mesma dor sem precisar repetir situações, deixando a metade final um pouco menos massante. O que alivia um pouco todo suspense são pequenas doses de humor, que as vezes a gente nem notou que era algo engraçado (mas pessoas com gargalhadas exageradas na sala de cinema nos fizeram perceber).

 Após três tentativas frustadas, Religa conseguiu realizar o tão sonhado transplante de coração, em 1987. A cirurgia durou 23 horas e foi registrada com uma das fotos mais icônicas da história (acima). O paciente está vivo até hoje. O médico, entretanto, faleceu aos 70 anos vítima de câncer de pulmão, devido a fumar excessivamente – o que fica bem claro no filme.

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