Ontem eu chorei…

Ontem eu acordei de madrugada chorando… Sonhei que você ia embora. Acordei, não era sonho…

Desde que você me disse que ia embora eu soube que seria difícil. Em todos os sentidos eu sabia que a coisa ia ficar mais pesada. Mas nunca imaginei que o lado sentimental seria o mais afetado. Sabe, é difícil perder a convivência de alguém como você. A gente se entende com um olhar, e isso é uma das coisas mais incríveis do relacionamento de duas pessoas. Significa que elas se conhecem, compartilham muitas ideias, conceitos. Que se entendem. E a gente é assim. Apesar de todos os conflitos que já tivemos, todas as minhas chatices que você aguentou, a gente continuou se entendendo com um olhar.

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Vai ser difícil não ver a janelinha subindo com mensagem sua perguntando se pode desabafar, vai ser difícil não poder fazer o mesmo. Você já me ajudou tanto que acho que nem pode imaginar o quanto. As vezes, sem dizer nada, só com um abraço e um ‘calma fia, vai ficar tudo bem’. Eu te admiro pelo que você é em essência, por tudo que acredita e faz. É e vai continuar sendo um prazer ter alguém como você na minha vida. Mas ter todos os dias era bem melhor. Eu preferia assim. E confesso que dói um pouco saber que amanhã você não vai mais estar aqui quando eu chegar.

Por outro lado, a alegria de ver você, passarinha, alçando voo e se libertando, indo atrás do que você acredita e se arriscando é maior que tudo. Lembra que te falei uma vez que andorinha presa em gaiola morre? Sempre achei você um pouco andorinha. Você precisa ser livre, liberdade poderia fazer parte de um dos seus vários sobrenomes. Até porque é covardia prender alguém que o mundo precisa conhecer, que tem tanto pra espalhar por aí. E é isso que eu espero, que você com seu brilho e talento espalhe muitas coisas boas por aí.  E aqui, o que você deixou foi lindo demais, uma semente que resultou em fruto, flor, virou casa de passarinho, alimento, sombra no meio do Sol escaldante. E o que eu posso dizer mais pra você? Com a maior sinceridade e amor: MUITO OBRIGADA! Você já é sucesso.

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Mais uma férias se vai

Ferias

Apesar de eu não falar muito aqui no blog, ainda faço faculdade de Jornalismo. Estou indo para o 6º semestre e sinceramente, não vejo a hora de acabar. O semestre anterior foi um dos mais simples: sem muito trabalho extra-classe, sem muito conteúdo novo, não desmerecendo, mas foi só “empurrar” pra ele acabar e vir o próximo.

E quando o finalmente acaba, a minha felicidade é ter os dias de semana livre. Consigo sair mais com a Liberta, praticar mais atividades, ficar mais ocioso, e a melhor parte: ver mais a Bárbara ❤  Mesmo morando e trabalhando em locais distantes, nas férias a gente mata toda a vontade de querer estar perto. A grande maioria das vezes ela vem pra pro centro de SP e depois a levo até a estação dela.  E é quando se faz valer toda distância e dias sem se ver. Nem que seja uma ou duas horas juntos,  já “paga” toda a espera. Cinema, comidinha, barzinho, o que seja. Quando a gente ama não importa o que se vai fazer, importa estar ali, com ela.

Ta, mas por que essa declaração de amor fora de época? Porque no próximo dia 8 de agosto minhas aulas voltam 😦  E eu tenho um sério “problema”: não sei faltar na faculdade. São raras as vezes que falto. Fico nessa de “vou guardar pra quando precisar”, daí o semestre termina e eu não saio da linha hahaha Mas ao menos, agora temos um dia de “folga” por semana. A partir do 4º semestre, a faculdade decidiu em transformar uma matéria em “ensino a distância”. Até que não foi de todo mal assim, mesmo as matérias onlines sempre serem um porre e de fato, a gente acabar perdendo conteúdo específico do curso, mas isso vai ficar pra outro post. Fim do post desabafo.

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Na Tela: Deuses (2014)

(Foto: divulgação)

(Foto: divulgação)

Pela primeira vez na história desse casal fofo, conseguimos assistir a mais de um filme da mesma mostra. Como a Ba já contou pra vocês, fomos ao Sesc Pinheiros assistir A Moça do Armário, longa-metragem que fazia parte do 6º Festival de Cinema Polonês. E foi nesse mesmo festival que conseguimos assistir ao filme Deuses (Bogowie), do diretor Lukasz Palkowski, que também fez parte da 39ª Mostra de Internacional de Cinema de São Paulo, e conta a história do cirurgião polonês Zbigniew Religa, responsável pelo primeiro transplante de coração do país.

A história se passa nos anos 80 e é ambientada quase que em sua totalidade em hospitais. Religa é um excelente médico, mas arrisca tudo o que estiver ao alcance para salvar seus pacientes, o que não agrada os diretores e conselheiros do hospital, que a cada novo caso vão limitando os passos do médico para que ele se afaste da ideia de fazer transplantes de coração. Em meio a diversas discussões e esclarecimentos, recebe uma proposta de abrir seu próprio centro cirúrgico onde terá toda liberdade para seguir com seus estudos, e claro, aceita o convite.

Considerada pela National Geographic uma das 100 maiores fotos da história (foto: James L. Stanfield)

Considerada pela National Geographic uma das 100 maiores fotos da história (foto: James L. Stanfield)

A partir daí, a história continua mostrando a vontade, a luta, o medo de falhar, os problemas políticos, e até mesmo o drama do médico em tentar atingir seus objetivos. Esse lado do sofrimento dele fica bem evidente, até demais. Poderiam cortar 20 minutos de filme que ainda sim, passariam a mesma dor sem precisar repetir situações, deixando a metade final um pouco menos massante. O que alivia um pouco todo suspense são pequenas doses de humor, que as vezes a gente nem notou que era algo engraçado (mas pessoas com gargalhadas exageradas na sala de cinema nos fizeram perceber).

 Após três tentativas frustadas, Religa conseguiu realizar o tão sonhado transplante de coração, em 1987. A cirurgia durou 23 horas e foi registrada com uma das fotos mais icônicas da história (acima). O paciente está vivo até hoje. O médico, entretanto, faleceu aos 70 anos vítima de câncer de pulmão, devido a fumar excessivamente – o que fica bem claro no filme.

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Ei, também quero pedalar!

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Já falei anteriormente aqui sobre cuidar da saúde, sobre preguiça, exercícios e etc. E hoje vou tornar a falar, mas com um gostinho meio amargo e meio doce, um mix de desapontamento e superação. Como vocês já devem saber, o Rafa anda de bike, fixa mais precisamente falando, e sempre me encorajou a andar também. De uns tempos pra cá ele também começou a correr, e adivinhem? Sempre me encoraja a tentar. Eu tenho bastante medo de bike, já caí feio quando era mais nova e criei um certo bloqueio. Achava que não conseguiria andar de novo, que ia entrar meio que em pânico e travar. Correr então, nem se fala, com meu joelho estragado eu nem me animava sequer a tentar, mesmo querendo. Era um cabo de guerra dentro de mim, querer de um lado e achar que eu não conseguiria do outro. Quem nunca, não é mesmo?

Eis que a vida não só cobra, mas também coloca na nossa frente elementos que nos deixam com uma pulga atrás da orelha. Há tempos vi que a Isadora, do blog Na nossa vida começou a correr por incentivo do namorado. Achei foda! Acompanhei a evolução dela e dei uma animadinha, mas não foi o suficiente. Acompanho também a Paula, do Love Mojitos, uma queridíssima que já me encorajou e incentivou bastante a me exercitar e me inspira muito, mas sempre fica aquele pensamento ‘ai, nunca vou ser assim’. E a vida segue… Mas aí, há umas duas semanas o Rafa me mandou um vídeo de um casal, que viaja de bike com as cachorras, e uma delas é a cara da Liberta ♥ Trata-se do Ismael, da Karina, da Estopa e da Cachopa, do canal O Bonito do Caminho. E aí meus queridos, que eles viajaram de bicicreta, como eles dizem, pro Uruguai (e pra outros lugares), saindo de Floripa. Esse foi meu primeiro tapinha na cara. Eu amei os vídeos e comecei a devorar o canal. Eis que pensei ‘mas gente, não é possível, eles viajam de bicicleta e eu não vou conseguir andar?  PelamodeDeus né… Preciso mudar isso’.

Isso aconteceu numa quarta ou quinta, se não me engano, e eu me animei tanto que no sábado estávamos lá, eu e Rafael no Minhocão, com as bikes do Itaú… Eu confesso que fiquei MUITO tensa, mas segurei a onda e confiei… E, sem delongas, queria dizer que 1. Não caí. 2. Não sofri nenhum tipo de acidente. 3 Não causei nenhum tipo de acidente. Pois é… olha que loucura! Não pedalamos o Minhocão inteirinho não, mas pra mim já foi um avanço e tanto, me senti imbatível haha e vi que dava começar essa brincadeira aos poucos. Aí que eu me animei, Rafa se animou, e voltei a pedalar no sábado seguinte. Andei um tiquinho mais do que a primeira vez, aguentei as subidinhas do Minhocão que matam qualquer coxa sedentária, mesmo que quase chorando, aguentei! Ufa, desci na bike tremendo mais que vara verde, vi alí o quanto preciso colocar meu corpo em movimento, fortalecer músculos, melhorar condicionamento e me cuidar. Mas fiquei feliz por ter dado um passo que, pra você pode até parecer bobinho, mas pra mim foi uma evolução, um começo de uma longa jornada de desafio e superação. Mas tô tranquila, sei que tenho do lado o melhor motivador, incentivador, paciente e compreensivo, que também chamo de namorado, pra me acudir quando eu pensar em desistir, quando as coxas queimarem e eu quiser parar. E sei que não vai ser moleza, mas agora também sei que não é impossível!

Ah… xô contar um segredo… Sabe o que eu fiz no domingo? Fui pro parque correr… mas isso fica pra outro post, guenta coração!

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Churros, cervejas e arrogância

(foto: Divulgação)

(foto: Divulgação)

Quem me conhece bem sabe o quanto eu gosto de churros. Não como com frequência porque né, puro óleo e gordice (não que se torne menos gostoso por isso). A Bárbara sabendo disso, me convidou em fevereiro pra ir no 1º Festival do Churros, no Memorial da América Latina, aqui em São Paulo. Eu por puro preconceito, disse que dispensava porque era um festival hipster, coisa de galera descolada. Foi no mínimo indelicadeza da minha parte e muito provavelmente a Ba ficou chateada com minha atitude, não só por recusar o convite, mas por ser arrogante.

Meses se passaram e a vida girou. A gente estava saindo pra tomar umas cervejas diferentes e tals, quando anunciaram que ia rolar o 4º Festival da Cerveja Artesanal, e eu empolgado com a ideia não hesitei em dizer que queria ir. A Bárbara topou, e lá fomos nós no último fim de semana, 16 e 17 de junho. No primeiro dia, a gente bebeu, comeu, riu, e ainda deu tempo pra sair bem animado pra pedalar (quem nos acompanha no instagram já viu que a Bárbara começou a andar de bike também <3).
No domingo iriamos ao teatro, mas acabamos perdendo o horário. E agora, o que fazer? Ué, vamos novamente pro Festival! E lá estávamos nós, no segundo dia de cervejas artesanais até 10 reais.

Demorou um pouco, mas a ficha caiu. Mesmo eu tendo sido grosso e recusado na primeira vez, a Ba não pensou em se vingar ou jogar na cara o que eu tinha feito. E aí que alguma lição eu tinha que tirar disso. A primeira é que não devemos ter preconceito com lugares, pessoas ou o que seja antes de experimentar e vivenciar. A segunda – e a mais importante -, é que devemos dar valor aos esforços que quem nos ama faz por nós. Com certeza lá no primeiro festival ela já estava pensando em fazer algo que eu gosto muito mais que ela, sem querer nada em troca.

Obrigado amor. Por tudo. Te devo um churros. ❤

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Nos Alto-Falantes: Mahmundi – Mahmundi (2016)

Mahmundi

Rodando pelos eventos do facebook, vi que ia rolar no Mirante 9 de julho o show de lançamento do álbum de estréia da Mahmundi. Tá, mas quem é essa? Fui atrás pra descobrir. Confesso que cometi meu primeiro equívoco antes mesmo de ouvir: achava que seu nome era alguma palavra vinda da África (assim como o rapper Kamau, a dupla Ibeyi e o bloco Ilê Ayê). Mas com alguns clicks descobri que não era nada disso. Mahmundi é um jogo de palavras que significa “O Mundo de Marcela”, a cantora carioca por trás desse disco.

Confissão parte dois: eu sou um cara bem chato musicalmente. Principalmente com músicas mais pop (mesmo Mahmundi tendo uma pegada Indie adorável). Mas esse álbum me deu um belo tapa na cara, como quem diz pra “prestar atenção que vale a pena!”. Dei a oportunidade e não me arrependi. Mahmundi é carregada de energia. Me lembrou muito Kaleidoscópio, pelos sintetizadores e também pela vibe dançante.

A música que abre o disco, “Hit”, tem tal nome por um motivo muito óbvio: é fácil de decorar e tem tudo para estourar (ao menos no circuito alternativo). Não só ela, como quase todos outros sons são a cara das baladas da Rua Augusta.   “Leve” deve ser a canção que mais define esse álbum. Tanto pelo nome, quanto pela sonoridade. É muito agradável aos ouvidos, chega a fazer carinho até.

No geral as letras são carregadas de romance sem parecer piegas ou deprê (tem duas ou três que podem fazer seu coração apertar). A sensação que tenho ao ouvir esse disco é de um final de tarde de um domingo ensolarado, andando de bicicleta vendo as pessoas felizes. Sim,é um álbum MUITO animador e positivo, na mesma proporção que é sensível e delicado, o que acabou me fazendo ‘aceitar’ o pop. Ou eu ouço quando estou numa relax, ou eu sou “obrigado” a entrar na onda.

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Na Tela: Ela vai (2014)

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Na terça-feira (5) eu e o Rafa aproveitamos a programação do projeto Em Cartaz, do Centro Cultural São Paulo (CCSP) – que reexibi filmes que ficaram pouco tempo em cartaz no circuito paulista na época de seu lançamento – para assistir Ela vai, produção francesa que mostra um pouco a relação de diferentes gerações de mães e filhas de uma mesma família, junto a conflitos pessoais relacionados a idade, beleza e relacionamentos. Todo o drama gira em torno de Bettie (Catherine Deneuve), uma mulher madura que perdeu o marido cedo, mora com a mãe, tem uma relação complicada com a filha e um restaurante à beira da falência.

Como se não bastasse toda essa bagunça em sua vida, Bettie sofre uma desilusão amorosa que desencadeia uma crise que vai mudar sua vida. Sabe aqueles segundos de coragem que a gente tem pra fazer exatamente o que temos vontade sem pensar nas consequências? Então, é exatamente o que ela faz. Num momento de desespero e coragem, larga tudo – restaurante, casa, mãe e funcionários – e pega a estrada para se acalmar. O que ela não imaginava era que essa saída duraria muito mais que algumas horas, que a faria se aproximar do neto (que é um fofo), viver experiências novas e estimulantes e principalmente a aproximar de si mesma, se permitindo viver.

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 No meio de todas essas novas descobertas, é possível observar uma forte relação de beleza x tempo. Já que a personagem, ainda muito bonita com a idade atual, é levada a recordar sua beleza quando jovem, e pensar sobre o efeito do tempo e da vida. O que também faz uma relação fora do filme, visto que Catherine Deneuve, atriz que interpreta Bettie, era considerada um modelo de beleza e exuberância em sua juventude. Mas principalmente, é importante ver que ela é levada a acreditar que isso nada a impede de viver, de encontrar um novo amor, de aproveitar a vida, e é exatamente o que acontece, de forma inesperada e até curiosa, mas estimulante. Não à toa, um dos principais ‘slogans’ do filme tem a intenção de mostrar que não importa se o tempo passou, se a beleza se foi, se seus planos não saíram exatamente como você planejou, o que importa é que se você acreditar e se permitir viver ‘A vida continua’…

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Tudo é energia

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Você acredita que energia negativa tem o poder de interferir diretamente na nossa vida? Eu acredito! E digo mais, acredito piamente. Acredito inclusive que energias negativas descarregadas em nós são capazes até de nos adoecer. E eu falo por experiência própria. Mas, não quero aqui levantar questões de crenças, misticismo ou o que quer que seja… quero falar de fatos que já vi e vivi e de teorias as quais eu estudei e acredito. Então, bora! Pra quem é novo por aqui ou ainda não sabe, eu estudei Design de Interiores, e em algum momento me interessei por Feng Shui, arte que estuda a análise da energia que existe no universo, na natureza e nos objetos e que influencia diretamente o todo. Com base nisso foi desenvolvida toda uma teoria sobre harmonização de ambientes, organização, disposição de móveis e objetos a fim de trazer boas energias ao lugar. Até aqui, acredito que não seja muita novidade pra ninguém visto que o Feng Shui se tornou bem popular.

Confesso que meus estudos não foram muito longe na época, aprendi o básico e apliquei pouquíssimo isso na minha vida e nos projetos que fiz. Mas, de uns tempos pra cá (uns 5 anos) eu comecei a considerar essa coisa de energia novamente e voltei pro Feng Shui com o rabinho entre as pernas. E nesse retorno, entre tantas outras coisas eu aprendi que – segundo algumas vertentes do Feng Shui – os cactos são considerados cacto1guardiões, já que purificam o ambiente absorvendo a energia negativa e devolvendo somente energias boas. Pronto! Juntou o útil com o agradável e eu, a louca do cacto, comecei a espalhar essas coisas fofas e espinhentas por tudo que é canto. Não tem desculpa, eles são fofos, fáceis de cuidar, tem em todos os tamanhos, desde o miudinho pra colocar na mesa do trabalho, até o imenso que precisa ficar no quintal e as vezes plantado direto no chão de terra.  Isso eu posso dizer que apliquei na vida e aplico até hoje e, cada vez mais, acredito nessa teoria do guardião.

Preciso contar pra vocês que já perdi muitos cactos do dia pra noite, eles simplesmente não apresentavam nenhum sinal de praga, de qualquer doença ou de que estavam nas últimas, e ai no outro dia, fim… estavam lá, tombados, secos, todo estranhos e mortos :/ E eu ficava encucada porque sempre cuido direitinho, tenho cuidado de não molhar demais, fico procurando vestígio de praga, coloco no Sol pra manter bem verdinho e saudável e ainda assim, alguns morriam. Foi aí que deu o estalo da coisa de energia e eu comecei a reparar nos acontecimentos, nas pessoas e em tudo o que tinha rolado quando esses cactos morreram. E pronto, foi só juntar lé com cré e perceber que sim, tudo estava ligado. Sempre que acontecia algo de ruim, que me afetava psicologicamente e até fisicamente, sempre que sentia alguém com uma vibe ruim por perto ou se aproximando de mim, eu perdia um espinhozinho. E isso aconteceu comigo essa semana, motivo pelo qual vim falar sobre isso aqui. Tive alguns problemas pessoais, que chegaram a me afetar fisicamente, senti uma vibe estranha de algumas pessoas, uma fase ruim, sabe? E eis que, perdi um minicactos que ganhei de presente e cuido todos os dias com o maior carinho e atenção. Foi do dia pra noite, novamente. Penso que ele fez o que pode pra me proteger, e se ainda sim fui atingida, imagine o quanto de energia ruim ele não absorveu, tadinho, tão miúdo e tão valente :/

Então, mcacto2uito além de um desabafo e informações que podem ser úteis – ou não – pra você, eu queria só deixar o alerta: fique de olho nas energias ao seu redor. Fortaleça sua mente e corpo, mantenha as ideias em ordem na medida do possível, perceba o ambiente em que você está e as pessoas ao redor. Tudo isso se reflete em nós, no que somos, fazemos e na forma como vivemos. E se você gosta de plantas, fica a dica: nunca é demais. Espalhe verde por todo canto, cuide com carinho, mantenha-as saudáveis e pode ter certeza que, além de ajudar a amenizar o cinza e os efeitos da ‘selva de pedra’ no ar que você respira, elas devolverão pra você e pro lugar onde estão energias boas e renovadas. Ah! Se quiser saber melhor sobre Feng Shui se joga nas pesquisas, livros e sites, tem muita coisa bacana, que a gente não faz nem ideia, pra aprender e aplicar no dia a dia e alcançar mudanças super positivas. Desconfio que você não vai se arrepender.

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Dividindo contas

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Desde que eu e a Bárbara nos conhecemos esse é um assunto que assusta a gente: dividir contas. Falo sobre a reação das pessoas quando a Bá paga ou a gente divide. Muitas vezes o(a) atendente fica assustadx, outras devolvem o troco pra mim e até já riram.  Por mais estranho que possa ser, essa é a sociedade que a gente vive, onde as pessoas ainda não aceitaram que a mulher é independente e não precisa de marmanjo pagando as contas dela.

“Ah Rafa, mas ela paga suas contas?” também não, a gente divide quase sempre. As vezes ela paga a maior parte sim, e isso não é vergonha alguma. Explico. Como todos sabem, eu ainda sou estudante e estagiário, o que quer dizer que ganho menos que os formados (como a Bárbara, por exemplo). E aí que as vezes ela ta com mais grana que eu e paga. But, o inverso também pode acontecer. Fim. Não é simples de compreender?

O incrível é que isso nunca foi motivo de brigas pra gente, mas motivo de julgamento pra diversas pessoas. e aí é que ta o X da questão: julgar sem saber a vida, os acordos, os salários, ou o quer que seja. Não é porque eu sou homem que eu tenho que pagar as contas do casal (onde ta escrito isso mesmo? Ah, lembrei, no MANUAL DO MACHISMO). Então amiguinhas, quando o homem do casal for pagar algo “por educação”, explica pro boy que você trabalha, estuda, etc, e pode sim dividir a conta. Se ele achar ruim, opa, temos um problema. E pros meninos que seguem a gente, apenas repensem suas atitudes. MELHORE.

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Meus quase 26…

O tempo correu, quase que voou, e parece que foi ontem que comemorei 25 anos! Não to sabendo lidar direito com essa pressa, mas não tem jeito, né!? E sempre que meu aniversário começa a chegar eu fico mais pensativa e apreensiva sobre a vida e sobre tudo o que eu já vivi. A diferença é que a cada ano que passa essa reflexão fica mais séria, mais carregada de experiências e de urgências. Agora chegando aos 26 eu confesso que sinto uma certa pressão pessoal sobre coisas que eu já queria ter feito e ainda não fiz e sobre o tempo passando rápido demais.

BUT estou longe de uma crise… é mais um momento introspectivo, sou eu lá na frente cobrando que o eu de agora viva! Sobre essa atividade, não posso me queixar, se tem algo que eu tô fazendo é vivendo! Esse ano, na transição dos 25 pros 26, foi bem diferente de todos os outros que passaram. MUITA coisa mudou pra mim, o blog nasceu, eu criei o Atelier Casa 53, e sinto que finalmente me descobri, que achei o tão famoso ‘meu lugar’. Ou ao menos estou no caminho onde isso começa a acontecer. Foi esse ano que eu me joguei de verdade em algo que acreditava pra mudar a inhaca que tava sentindo na vida. Calma, eu explico.

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Eu andava em conflito, trabalhando e estudando mas me sentindo meio inútil. Pesado, eu sei, mas é fato. Não via muita razão nem raiz no que eu estava fazendo, faltava alguma coisa que fizesse sentido, que eu realmente me dedicasse e acreditasse 100% e que eu de alguma forma tornasse em algo palpável.  Com a ajuda e incentivo do Rafa, principalmente, me inquietei a procurar o que estava deixando esse buraco, esse vão. Em resumo me encontrei no universo do bordado e hoje mesmo com a correria que se tornou a minha vida, é o maior prazer do mundo produzir algo que vai chegar a outras pessoas e fazer parte da vida e do ambiente em que vivem. É uma vibe que pra explicar direito eu preciso de post exclusivo, então não vou me prolongar.

Então eu posso dizer que, chegando aos 26, eu me sinto finalmente no meu lugar. Sinto meu caminho mais palpável. Os planos agora não são mais só de busca, são também de concretização, de crescimento. São planos de ser, e não mais só de ter. E apesar de tudo o que eu queria fazer e ainda não fiz, eu sei que já conquistei muita coisa, que já cheguei muito mais longe do que eu imaginei um dia, e que principalmente consigo enxergar que posso ir muito além. Hoje eu realmente acredito em mim, no meu potencial e no meu trabalho. E isso não tem preço. Acredito que cada pessoa é um mundo particular, e no meu mundo em constante evolução um mix de compreensão, calma e confiança se instalou e não vai embora nem com a ventania mais braba que bater. To sentindo que esses 26 vão começar com um gostinho muito especial, com o peito cheio de orgulho de mim,  do que eu conquistei e da força que eu tenho pra ir além.

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