Miados e Latidos: Toquinho

Toquinho

Lembram de quando contamos as histórias das nossas filhas caninas e felinas? Então, estou de volta pra contar a história do Toquinho. Não, a gente não adotou um novo cachorro, pelo contrário, ele já foi embora pro céu dos cachorros, mas preciso contar a história dele por um motivo especial.

No final de 1998, meus avós quiseram me dar um presente de natal. Fomos ao Mercado Municipal de São Paulo (o famoso Mercadão) e procuramos a sessão de animais. Pra quem não sabe, antigamente vendiam cachorros, gatos e passarinhos lá, imagina a bagunça no meio das pessoas lotando os corredores e comidas. Não lembro muito dessa época, afinal, eu tinha 5 anos, mas lembro de voltar pra casa com uma caixa de papelão com um cachorrinho dentro. Eis o novo morador da casa: um fox paulistinha com 3 meses de vida, bem pequenininho. Como eu morava com minha mãe, acabava vendo ele só aos finais de semana e férias escolares. Não passeava muito com ele, mas brincávamos aqui dentro de casa. Outro lembrando muito forte que tenho é de levar todo ano ele pra vacinar nessas campanhas públicas. Não tenho muitas recordações da infância com ele, e confesso que não fui o melhor dono, já que acreditar que uma criança cuidaria de um cachorro, como um adulto, é muita inocência (fica o recado: animais não são PRESENTES. Não compre, ADOTE).

Toquinho2Anos depois, em 2008, acabei vindo morar com meus avós e a gente acabou”estreitando nossa relação”. Passear, conversar, brincar, etc. Só que ele já tinha 10 anos, e aquele pique da juventude já estava indo embora. Mas fiz o melhor que pude para correr atrás do tempo perdido. mesmo ele não gostando muito de carinho, colo ou correr atrás de bolinha. Dois anos depois ele estava ficando surdo, já não respondia os chamados ou barulhos. Em 2013 percebi que ele cansava muito ao passear, mesmo que fosse algumas poucas voltas no quarteirão. Procurei um veterinário, e após os exames, descobrimos que ele tinha vários problemas: no coração, no fígado, um pequeno tumor, início de osteoporose… E aí, eu senti o baque. Ele nunca tinha dado sinais que mostrassem que algo estava errado ou reclamasse. Me culpei muito, por tudo. Pela displicência, pela falta de atenção, mas tentei me consolar com a ideia de que eu era uma criança e que não devia ser responsabilidade “só minha”, mas entendo muito bem a boa vontade dos meus avós em me dar um cãopanheiro (e agradeço MUITO por o colocarem em minha vida <3).

Ração pra cardíaco, remédio, mil vezes mais atenção e carinho. A Bárbara conheceu o Toquinho, e ria horrores dele caminhando por cima dos vasos de plantas. O reflexo e habilidades motoras já não estavam tão bons, e ainda acabou ficando cego de um olho por conta da idade, o que dificultava muito ele andar pela casa, vivia batendo nas coisas e eu tentando deixar o menos possível no caminho. As vezes ele entrava atrás da máquina de lavar e se não latisse, a gente não saberia que ele estava lá. Outra vez pulou num balde de tinta rosa…imaginem como ficou. Quando a Liberta veio morar em casa, ela ficava tentando brincar com ele, parecia que estava até ficando mais animado, mais ativo. Mas com a agitação toda dela, acabou puxando ele pelas orelhas pra brincar e machucou ele, então tiverem que viver separados.

Um dia cheguei da faculdade e ele não estava mais andando. Não tinha comido o dia inteiro e nem bebido água. Coloquei a casinha dele dentro do meu quarto, e ele ficava se debatendo, tentando levantar. Na dúvida, coloquei ele na minha cama, e simplesmente ele se acalmou. Aquilo não era à toa, ele nunca gostou de ficar grudado ou que pegassem ele no colo. Dormiu comigo, quetinho, grudado, sem se mexer. No dia, 22 de junho de 2015, ele acabou falecendo. Chorei tanto quanto estou chorando escrevendo esse post. Eu que nunca perdi ninguém da família ou amigos, me despedi de quem esteve ao meu lado por 17 anos, e apesar de todas as complicações, esperou que que a Liberta chegasse pra poder se libertar do sofrimento e partir.

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Um ano depois, veio a homenagem. O Toquinho virou parte eterna não só nas lembranças, mas na pele. Ta marcado, tanto quanto marcou minha vida e esteve lá, mesmo eu não sendo o melhor dono do mundo. Vi em algum e continuo usando essa frase sempre que vejo alguém falando que perdeu um amigo de patas: eles vivem pouco porque já nascem sabendo amar.

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Miados e latidos: Cica

Chegamos na última apresentação dos nossos fiotes (por enquanto) e a carinha da vez a aparecer aqui é a Cica, a cachorra mais velha aqui de casa. A história dela é uma das mais tristinhas e me deixa chateada até hoje só de lembrar :/ mas como teve um desfecho feliz, eu conto pra vocês com a maior alegria do mundo!

Bom, teve uma época que nós tínhamos em casa só uma cachorrinha chamada Sasha, uma fox paulistinha toda invocada, e a Lola, que eu apresentei aqui. Nessa época a cachorra do nosso vizinho fugiu do quintal e acabou cruzando, logo teve vários filhotinhos super fofos, e o dono dela sempre foi inconsequente e mal cuidava dela sozinha, imagine dela e dos filhotes. Depois de algumas denúncias nossas ele acabou tomado jeito e cuidando um pouco mais. Um dia, por descuido, ao tirar o carro da garagem acabou atropelando um dos filhotes, que quebrou uma das patinhas. Quando minha avó falou pra ele levar o filhote no veterinário ele disse que não precisava, que ele não servia mais e o jogaria fora. Sim, ele ia jogar o filhote no lixo!

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Claro que depois de muita discussão, muita briga e mais denúncia, conseguimos pegar o filhote para tratar a pata quebrada. Trouxemos para casa e o combinado era que seria
temporário, cuidaríamos dela até ficar tudo bem, ficar saudável e poder ser colocada para adoção. Quem já fez isso sabe que essa história quase nunca acaba assim, a gente se apega, o tempo vai passando e pronto, o lar temporário vira definitivo e assim foi. O filhote virou Cica e entrou pra família ❤ Ela é a cachorra mais doce que eu já vi, super calma e carinhosa. Era extremamente apegada ao meu avô, seguia ele pela casa inteira e ficava esperando ele no portão quando ele saía, e não havia santo que tirasse ela de lá enquanto ele não voltasse. Depois que ele faleceu ela mudou bastante, interage bem menos, e ficou um tempão sem comer direito. E mesmo 3 anos depois, ela nunca voltou ao normal, além de ter envelhecido e ficado mais quietinha também. Sempre se deu muito bem com todas as gatas e com a Becky, quando ela chegou. E com certeza merece o mérito de cachorra mais paciente do mundo por aguentar a hiperatividade da gordinha haha ❤

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Miados e Latidos: Becky

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Quem aguenta essa carinha?

Agora sim acabaram as gatas, no entanto ainda tem cachorrinhas pra apresentar pra vocês! Depois da Liberta é a vez da Becky, vulgo Gordinha ❤ A história dela não tem muito segredo, uma amiga da minha vó comentou que a cachorrinha dela tinha dado cria e precisava de ajuda para adoção. Como a cachorra sempre tá na frente da casa, minha vó tinha brincado com ela várias vezes e criado um afeto. Não deu outra, quis um filhote. Tínhamos só uma cachorra em casa – que vocês ainda vão conhecer – e ela andava meio abatida, sozinha. Dar uma irmãzinha Foi uma tentativa de animar ela.

A Becky chegou de surpresa pra mim, eu só soube tudo isso que contei pra vocês depois, quando ela já tava aqui em casa. Ela se adaptou a todo mundo, é uma tranqueirona, tem uma energia surreal, pula demais, brinca demais, é toda graciosa. Não tem quem não se contagie! Ela ADORA carregar o pote de comida pra dentro da casinha e comer os vasos de planta que as gatas derrubam no chão, parece até um complô hahaha Toma bastante bronca porque é levada demais e normalmente quando acontece, acha que estamos brincando e não leva a sério!  É esse também o único momento que eu chamo ela pelo nome, a maior parte do tempo eu chamo de Gordinha, isso por que ela é uma mistura de Dachshund (salsichinha) com vira-lata, e o resultado é uma coisinha roliça gostosa *_*

Primeira vez que ela subiu na minha cama e já achou que era dela!

Ela realmente alegrou a casa, é como se tivéssemos uma criança aqui de novo. Ela brinca muito com as gatas e todas se dão bem! A Maya inclusive adora ficar roçando nela, pedindo carinho hahaha Agora a gente só precisa encontrar um jeito dela gastar mais energia pra dar uma acalmada, porque tem horas que nem a gente dá conta! E eu estou pensando agora em levá-la pra conhecer a mãe, que mora na rua de cima, pra ver a reação das duas. Ah, todos os irmãozinhos dela foram adotados por pessoas aqui do bairro, querendo ou não, estão todos próximos  ❤

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Miados e Latidos: Sofia e Maya

Aposto que vocês acharam que tinha acabado! Mas não, não acabou minha gente…  ainda tem gatas e cachorras pra apresentar procês! Pra provar isso, ó eu aqui! E digo mais, a apresentação hoje é dupla! Isso por que tenho duas irmãzinhas aqui e não acho justo separa-las nem na apresentação, pra entender o motivo, vem comigo…

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Sofia e Maya, respectivamente, filhotes

Bom, eu tenho no facebook uma mulher incrível e com o coração enorme, a Monica, que resgata animais de rua, em situação de risco, e faz lar temporário, cuidando e tratando da melhor maneira possível e com tudo necessário até achar um lar definitivo pra eles. Pois bem, um belo dia ela postou a história de duas gatinhas irmãs, a Maya e a Sofia, que ela havia resgatado na beira da estrada, debaixo de chuva, e que precisavam de um lar. Porém  ela gostaria que a adoção fosse das duas juntas, pois eram extremamente grudadas e sofreriam com uma separação. De cara me apaixonei pelas duas, BUT a Lua já estava ‘prometida’, como contei aqui, e eu já tinha a Lola, então adotar mais duas gatinhas era complicado. Pra tentar ajudar de alguma forma eu compartilhei a postagem dela a fim de que mais pessoas vissem. Em resumo, a maioria dos interessados só queria uma delas, e a Monica resistia bravamente na esperança de achar uma adoção conjunta. Um dia, conversando com ela descobri que ela estava desesperada e, mesmo triste, a ponto de ceder a separação das duas, pois tinha outro animais em lar temporário e precisava que elas tivessem um lar definitivo logo. Adivinha? Pois eh, eu não resisti e disse pra ela que adotaria as duas, pois não queria que sofressem a separação depois de já ter sofrido com o abandono.

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Maya

Gente, eu fui buscar essas duas coisas lindas MUITO longe, basicamente eu e a Monica
moramos em pontos opostos e extremos de São Paulo. Foi um caminho de 1h30 mais ou menos (3h ida e volta), e quando cheguei la tive certeza de que a gente seria uma família. A Sofia, que era super arisca e segundo a Monica não interagia com ninguém na casa, logo veio e deitou no meu colo, a Maya deitou do lado e grudou em mim também ❤ muito amor. Chegando aqui elas estranharam a mudança só no primeiro dia, depois ja estavam se sentindo em casa. Continuaram super grudadas e eu vendo o amor entre as duas fiquei feliz por não ter permitido que se separassem. Elas se misturam e se deram muito bem com a Lula e Lola, e virou uma festa só essas 4 juntas!

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Sofia

A Maya, que tem uns probleminhas na cabeça (segundo veterinário e segundo a nossa vivência com as doideiras dela rs) é super tranquila, carinhosa, porém  não curte muito interagir com a gente, só passa entre as pernas, faz o carinho ela mesma, do jeito dela. Ah e mia, mia MUITO, senhor! A Sofia já é mais tranqueira, vive atrás da gente, adora uma cama e pede carinho insistentemente. Vem se roçar, enfia a cabeça dela na nossa mão pra fazer carinho, passa o rabo de espanador na nossa cara. E o miado dela é quase nulo, quando mia mal da pra ouvir hahaha o oposto da Maya!

Elas continuam bem juntas, ainda que bem menos do que quando eram filhotes. E eu tenho a certeza de que fiz a coisa certa e de que foram elas que permitiram que nós  aqui de casa fizéssemos parte da família ❤

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Miados e Latidos: Liberta

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Chegou a minha vez de contar a história da minha filha. A Liberta é uma cachorra de 1 ano e 4 meses, muito brincalhona, que é a alegria aqui de casa.

IMG-20141129-WA0024Em novembro de 2014 estava com alguns amigos na av. Paulista em um protesto contra a violência animal, quando alguém comentou que tinha uma pessoa maltratando alguns cachorros ali perto. Minutos depois começou uma correria que ninguém entendeu nada. Um grupo tinha ido resgatar os filhotinhos. Eram cerca de 6 cachorros e quem estava lá adotou. Estávamos em 4 amigos e resolvemos adotar a Liberta e dividir os custos, e ela acabou ficando na casa de uma das meninas. Só que como todo cachorro, ela começou crescer, e como essa amiga mora em apartamento, 4 meses depois a Liberta veio morar aqui em casa ❤

O Toquinho, um fox paulistinha de 17 anos, não gostou muito da ideia não. A Liberta queria brincar, correr e tudo mais, e poxa, ele já tava idoso demais pra isso, né. Ela começou puxar ele de dentro da casinha pelas orelhas, e foi a hora de separar os dois. Depois de alguns meses o Toquinho faleceu, e a Liberta com certeza chegou pra deixá-lo ir em paz.

Ela adora bolinha e andar em meio a grama dos parques e canteiros. É daquelas que faz festa quando você chega em casa, e deixa muito claro quando gosta de alguém, brinca, rola, pula. Até chora. E ela é muito ciumenta! Se você fica conversando com alguém ou fazendo outra coisa sem dar atenção, ela te puxa com a pata ou respira fundo (Sim, que nem humano!). E também, dorme comigo. Ah, e uma coisa que eu não posso esquecer de mencionar: ela pula MUITO alto. Sério, até assusta. Parece que vai machucar as patinhas.

Só que apesar de parecer, ela não é muito simpática não. Ela odeia que as pessoas que ela não conhece venham pondo a mão. Ela também não gosta de quem fuma ou é alcoólatra, parece que vê algo de ruim com a pessoa ( e com certeza, eu acredito nessa ideia, viu).

Então se um dia vocês verem a gente passeando com a Liberta pelo centro de São Paulo, pode chegar pra brincar com ela. Mas fica a dica: paga um suco antes pra ela gostar de você.

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Miados e Latidos: Lua

Dia de apresentar pra vocês mais uma filha. OBA! Ok, eu sei que o dia era ontem, mas por motivos de Carnaval, cansaço e retorno ao trabalho, o post ficou pra hoje. Hihi Quem nunca?
Bom, a gata da vez é a Lua, meu grude maior de todos. E a história dela começou antes mesmo dela nascer… Quando tínhamos só a Lola, que eu já apresentei aqui, e nem pensávamos em adotar outro gato.

Um belo dia minha vó estava curtindo uma brisa da tarde na janela que dá pra rua e viu
um carro parando, a porta abrindo e, quando o carro saiu, lá estava uma gatinhaIMG_1799 abandonada :/ Minha vó correu pra dar comida e tentar ajudar e encontrou uma gata super carinhosa e mansinha. Adivinha? Óbvio que ela levou pra casa! Resolvemos ficar com ela, mas logo de cara começaram os problemas. Ela começou a bater bastante na Lola, que já não queria nem ficar em casa, de tanto medo. E logo ficou agressiva conosco também. Tipo, MUITO! Chamamos um veterinário pra examinar e ver o comportamento dela e o que ele detectou foi uma grande surpresa: ela estava esperando vários filhinhos e a agressividade era característica da raça (Angorá) dela nesse período.

Por isso, na sequência veio o drama: ela e a Lola juntas era algo impossível. Então pro bem de todos levamos ela pra casa do meu pai, que não tinha nenhum gato e estava querendo um (e ganhou vários haha), com a seguinte condição: um filhotinho seria nosso. Nossa Lua veio com 1 mês de vida  e era a coisinha mais feia do mundo *-* muito carinhosa e grudada com a gente. Mais arteira que tudo, aprontou várias, quebrou muita coisa e fez a gente rir muito.

Hoje, mais velha e mais arisca, ela é bem grudada comigo, dorme junto toda noite, curte ficar deitada perto enquanto estou no computador e adora roubar minha lixa de IMG_1546unha  quando estou usando, pra brincar! É a mais fotogênica das quatro, mas não é muito fã de foto não, é só eu apontar a câmera que ela olha pro lado oposto, parece que sabe! Sofro pra conseguir fazer ela olhar haha É a mais independente, e a que menos fica junto das irmãs, curte mesmo ficar deitada perto da plantas e passa a tarde toda sozinha, dormindo na parte superior de casa, tomando um sol na cadeira de balanço. Mas, apesar da independência, adora pedir um carinho com o miado mais fofo da vida que ativa o lado Felícia de qualquer um *____*

Ah, o nome dela é Lua por que quando era filhote, era bem clarinha, mas não branca, e tinha umas manchinhas no corpo que pareciam sombras. Aí cresceu e resolveu ficar rajada igual a mãe , só  pra aumentar o charme ❤

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Miados e Latidos: Lola

Quem segue minhas redes sociais e o Instagram do blog já percebeu que eu sou gateira! Tenho 4 filhas felinas e hoje começo a contar pra vocês como cada uma entrou pra família e como é a personalidade delas, a começar pela primogênita Lola!
Na minha casa sempre tivemos gatos – já chegamos a ter 15 de uma vez só – mas em determinado momento, depois que nossa gatinha Cacau faleceu de um câncer que a fez sofrer muito (e a nós também), nós decidimos não ter mais gato, só cachorro. E isso durou10295718_10203759170250377_3483621431321169866_naproximadamente um ano. Mas começaram a aparecer ratos em casa, coisa que nunca tinha acontecido, e então resolvemos ter um gatinho pois só a presença felina na casa já intimida os ratos (e, claro, por que estávamos sentindo falta de ter um bichano!). Nessa mesma época uma conhecida nossa, que mora na rua de baixo, foi surpreendida com uma gata, que ela nunca tinha visto, dando cria na sua lavanderia. Ela encontrou a mãe e seus 6 filhotinhos pela manhã, a tarde encontrou com a minha vó e perguntou se ela não queria um e se podia ajudar a doar os gatinhos. Pronto, foi assim que a Lola chegou – e todos os irmãos foram doados.

Ela é a mais velha das 4 e está conosco a mais ou menos seis anos. Sempre foi muito carinhosa, comilona, preguiçosa e desde o começo se deu bem com as cachorras. Adorava dormir na cama igual gente, com a cabeça no travesseiro, corpo coberto e toda esticada. Durante um bom tempo foi a dona da casa, pintava e bordava. Mas os anos foram passando, ela engordando e envelhecendo, e ficou mais preguiçosa, ainda mais manhosa e monstruosamente mais comilona. Até o dia que ganhou as irmãs mais novas e de repente virou um filhote de novo. No começo ela estranhava um pouco e ficava arisca com as outras por perto, mas passada a fase de adaptação, ela corria, fazia arte e brincava como um filhotinho cheio de energia. Sempre foi bem mais próxima da Lua, a quem adotou como filha no começo e até deu mama, produzindo leite mesmo sem cria.

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Lola recebendo afago das irmãs Lua e Sofia

Hoje, perdendo os dentinhos e com quase 7kg, seu lugar preferido é em cima do armário da cozinha (!), onde dorme o dia todo (e a noite também), sai rapidinho pra usar a areia, e sempre que alguém abre a geladeira ela corre pra pedir o sachê, que ela sabe que fica lá! Ainda brinca bastante com as irmãs, mas as vezes tá de saco cheio e sai distribuindo grosseria, resmungando e dando tapa. E a curiosidade mais engraçada dela é que a Lola AMA cabelo! Sim, cabelo. E é só pegar ela no colo de cabelo solto que ela te abraça e enfia a cabeça no meio dos cabelos, ronrona e se você deixar ela dorme ali por algumas horinhas.

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